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Breve panorama da Educação no Brasil PDF Imprimir E-mail
09 de January de 2008

 

Na minha coluna para o Jornal Local de Sousas deste mês falei (escrevi) novamente sobre educação. Desta vez coloco um panorama meio assustador da situação dessa área no Brasil.

Precisamos fazer alguma coisa!

Se você tem alguma idéia, sugestão, desabafo, etc... entre em contato!

 

Breve panorama da Educação no Brasil

 

É assustador ler as notícias sobre a situação da educação no Brasil que têm saído na mídia nos últimos meses. Chegam a ser alarmantes os dados apresentados sobre os resultados dos estudantes brasileiros nas avaliações educacionais de 2007. Em edições recentes jornais de Campinas reportaram que o “Ensino básico do País está entre os piores do mundo”, citando os dados da avaliação de 57 países feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicados no final do ano passado. Os estudantes brasileiros ficaram com as últimas posições! Em leitura, por exemplo, o Brasil ficou em 48º lugar entre 56 países avaliados.

Em termos de percentual de analfabetos o Brasil só perde para a Bolívia, na América Latina, aonde o percentual de analfabetos chega a quase 12%.

Mas o que está errado e o que pode ser feito para melhorar? Será que o investimento na educação é menor no Brasil? Segundo dados do IBGE o Brasil gasta em média US$ 9.019,00 anuais por aluno no ensino superior e US$ 1.159,00 no ensino fundamental. Quase 8 vezes mais no ensino superior, o que por si só é um contra-senso... O que piora ainda mais o cenário é que a média dos países avaliados pelo OCDE mostra que são investidos US$ 11,1 mil anuais no ensino superior e US$ 5.832,00 no ensino fundamental. Ou seja, em média os países analisados gastam menos de 2 vezes mais no ensino superior que no ensino fundamental e em valores absolutos investem muito mais na educação que o Brasil. Cerca de 5 vezes a mais no ensino fundamental, por exemplo.

No Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) apresentado pelo Ministério da Educação agora em dezembro ainda prioriza-se o ensino médio e superior. Alguns pontos apresentados, no entanto, são bastante positivos. Por exemplo, em 2008 serão destinados R$ 70 milhões para bolsas de iniciação a docência, para tentar reduzir o déficit de professores em todo o país, R$ 400 milhões para equipar escolas públicas com computadores e Internet e R$ 70 milhões para implementar cursos a distância na educação técnica de nível médio.

Percebe-se que existe um interesse do governo em trazer o computador e a Internet para dentro das escolas públicas. Essa ação é muito importante, mas precisa ser associada a outras iniciativas. Por exemplo, é necessário incluir o professor e os alunos no processo de informatização das escolas. Se o professor não sabe usar a tecnologia ele não vai fomentar no aluno o interesse pela tecnologia. Outra necessidade é definir como o computador e a Internet serão usados dentro do processo pedagógico. Qual conteúdo acessar e como. Basicamente a pergunta é: o que fazer depois que o computador estiver lá, a Internet habilitada e as pessoas treinadas?

A situação atual do Brasil é delicada, pois sem uma educação de qualidade estaremos prejudicando a capacidade do país de continuar crescendo no futuro. E eu estou falando de um futuro bem próximo. Portanto precisamos começar a nos mexer agora. Precisamos começar a participar mais ativamente das iniciativas para modificar esse panorama atual.

Várias ações estão ocorrendo aqui na região. Como, por exemplo, a adesão de Campinas ao movimento nacional “Todos pela Educação” que tem metas a serem cumpridas até 2022. Você também pode ajudar, procure saber como.

 

Prof. Dr. Plínio Vilela

http://vilela.ydoo.com.br

 

 
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